Discursos

DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO MAURO BENEVIDES
NA SESSÃO DE 17 DE JULHO DE 2007

 


SENHOR PRESIDENTE
SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:

 


No próximo dia 19, o Banco do Nordeste estará comemorando 55 anos de profícua existência, criado que foi pelo Presidente Getúlio Vargas, quando titular da Pasta da Fazenda, o paulista Horácio Lafer, que teve a visão de contribuir para o surgimento de uma entidade creditícia, capaz de colaborar eficazmente na batalha em prol da correção das desigualdades regionais.
O projeto originou-se em iniciativa do assessor econômico do Chefe da Nação, economista Rômulo de Almeida, a cuja genialidade deve-se a estruturação de um Órgão que tivesse, simultaneamente, a condição de estimular financiamentos comerciais e de fomento, assegurando-se, dentro dessa genial composição, a respectiva viabilidade financeira, que então despontaria como capaz de reduzir os desníveis entre o Polígono das Secas, o Sul e o Sudeste.
Embora instalado apenas em julho de 1954, o BNB impôs-se, gradualmente, à admiração e ao respeito do País, em razão do quadro qualificado de técnicos e servidores administrativos, impregnados do sentimento de lutar por causa tão nobre, diminuindo os níveis de pauperismo existente naquela vasta área geográfica do território pátrio.
Tendo experimentado a honra de presidi-lo, nos idos de 85-86, conheci, em profundidade o seu relevante papel no contexto de crescimento econômico, daí por que nunca me eximir de realçar-lhe a marcante trajetória em prol da expansão das atividades produtivas do Polígono das Secas.
Como Senador da República e atendendo a sugestão de Camilo Calazans, apresentei projeto de lei assegurando a presença do BNB no Conselho Monetário Nacional, sem jamais conceber que poderia ter assento em seu plenário, com direito a voz e voto no importante Colegiado, do qual era Presidente o Ministro da Fazenda, Dilson Funaro, no governo de José Sarney. 
Exonerei-me da direção do BNB, para fins de desincompatibilização, já que o meu partido – o PMDB – pretendia apontar-me a disputar, novamente, uma cadeira senatorial, quando obtive consagradora votação, superior a hum milhão e duzentos mil sufrágios.
Dirigido, presentemente, por Roberto Smith, o Banco administra os recursos do FNE, cuja criação deveu-se à emenda da qual fui co-autor durante as tarefas da Assembléia Nacional Constituinte e que representa, hoje, parcela ponderável das aplicações, ali destinadas à indústria, agricultura, comércio e serviços afins.
Na solenidade desta quinta-feira, deverei ser agraciado com uma Comenda alusiva ao evento, certamente em retribuição ao modestíssimo afã que hei desenvolvido na vida pública, tendo sempre presente o meu decidido interesse em estimular o profícuo esforço daquela instituição em prol da região cearense.
Ao registrar a expressiva festividade, pretendo reconhecer a abnegação comprovada por todos quantos, no presente, como no passado, pugnaram arduamente para que o Banco do Nordeste continuasse a ser, com redobrada proficiência, a mola propulsora do nosso progresso e bem estar social.
O ideal de Rômulo Almeida continua a ser o inspirador de luta realmente incessante, da qual somos protagonistas, com as vistas voltadas para redimensionar as atuais potencialidades, fazendo-as contribuir a fim de que sejamos bem mais prósperos e menos carentes, pondo-se fim a uma interminável saga das disparidades, ainda perdurante, em que pese o esforço governamental, em seguidas administrações.


MAURO BENEVIDES
Deputado Federal

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