Discursos

DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO MAURO BENEVIDES
NA SESSÃO DE 17 DE JULHO DE 2007

 


SENHOR PRESIDENTE
SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:

 


Na próxima quarta-feira, dia 18, será conhecido o resultado na reunião do Comitê de Política Monetária, sob expectativa dos segmentos empresariais e da própria opinião pública, diante da probabilidade de ocorrer uma redução de 0,5%, o que deixaria o piso em derredor de 11,5%, sinalizando um posicionamento bem mais consentânea com a conjuntura que estamos a vivenciar.
Quando, durante a elaboração constitucional, o então deputado Fernando Gasparian, de saudosa memória, apresentou emenda fixando em 12% a Taxa Selic, houve quem o acusasse de flagrante irrealismo, ao determinar aquele percentual como norma imperante no texto da Lei Maior de nosso País, promulgada a 5 de outubro de 1988, sob o comando firme e seguro do extraordinário homem público, Ulysses Guimarães reconstrutor do Estado Democrático de Direito.
Às vésperas de completar 20 anos, a 5 de outubro de 2008, a atual Lei Fundamental era considerada, sob esse aspecto crucial, como mesclada por uma inadequação visível, já que as taxas obedeceriam às variações do mercado, num contexto de outros componentes de que se ocupam, mais aprofundadamente, os economistas e as entidades de classe, sempre atentas às decisões do Conselho Monetário.
Mesmo com discrepâncias internas, que se tornaram evidentes durante a última reunião do referido Órgão, é muito provável que, nos trabalhos prestes a iniciar-se, o decesso alcance tal estimativa, à qual se direcionarão os aplausos da Confederação Nacional da Indústria, através de seu dinâmico presidente, o ilustre colega Armando Monteiro Neto, da bancada pernambucana, estudioso de questões de tamanha relevância.
Há, desta forma, inusitada expectativa em torno da deliberação referenciada, sem que o Ministro Henrique Meireles, presidente do Banco Central, haja acenado para essa alvissareira alternativa, cuja confirmação ampliará o percentual de investimentos e abrirá caminhos mais auspiciosos à afetiva retomada do desenvolvimento e bem estar social que todos ardentemente almejamos.
O próprio Presidente Lula da Silva e o titular da Fazenda, Guido Mantega, incluem-se entre os que patrocinam “juros civilizados”, cuja implantação está muito próximo de ocorrer, abrindo perspectivas auspiciosas para os nossos compatrícios. 


MAURO BENEVIDES
Deputado Federal

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