Discursos

DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO MAURO BENEVIDES

NA SESSÃO DE 13 DE NOVEMBRO DE 2012

 

SENHOR PRESIDENTE

SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:

 

Ao analisar o desenvolvimento do País, com enfoque direcionado ao setor industrial, o Caderno de Economia do jornal O GLOBO, através de sua sucursal de São Paulo, aponta dificuldades crescentes, embora reconheça o desempenho governamental para que o importante segmento venha novamente a crescer, dentro de parâmetros ajustados à nossa condição de País Emergente, integrante do então poderoso grupo de Nações, a exemplo da Rússia, índia, China e África do Sul.

O fraco desempenho doméstico e a prolongada crise internacional são a base dos atuais empecilhos, em que pesem esforços oficiais destinados a estimular o crescimento, o que, até, agora, não ocorreu, apesar das políticas públicas postas em prática, com vários pacotes de incentivos, desonerações e câmbio acima de R$ 2 reais, o que há resultado infrutífero para superar os embargos até aqui ocorrentes, com reflexos nas estatísticas oficiais.

Para Rogério César de Souza, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, a recuperação ocorre em meio a patente fragilidade, bem distante dos patamares aguardados pela área econômica do governo federal e os próprios dirigentes de entidades como a CNI, que tem à sua frente o líder Robson Andrade, com clarividente visão.

Ressalte-se que o IEDI admite uma queda de 0,4% na produção industrial este ano “o que significará a interrupção de um ciclo de recuperação do setor iniciado em 2010”.

Aliás, a Federação das Indústrias de São Paulo – a portentosa FIESP – situa-se em meio em números mais negativos e cogita já de um recuo de 4,5% no seu Índice de Nível de Atividade em 2012, o que significaria um tropeço na nossa ânsia de consignação de algo mais estimulante para o Setor.

Não se pode deixar de testemunhar o esforço da esfera econômica, à frente o Ministro Guido Mantega e a própria Primeira Magistrada do País para que se restabeleçam os índices de crescimento, sem mais tardança, com reflexos na percentualização do Produto Interno Bruto no exercício do ano subsequente.

Que voltem patamares mais estimulantes na senda do nosso desenvolvimento e consequente bem estar social, o que ardentemente deseja o povo brasileiro.

                        MAURO BENEVIDES

                       Deputado Federal

 

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