Discursos

DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO MAURO BENEVIDES

NA SESSÃO DE 26 DE NOVEMBRO DE 2012

 

SENHOR PRESIDENTE

SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:

 

Está prevista para esta semana nova reunião do Comitê de Política Monetária, a exemplo do que ocorre a cada quarenta dias, em meio à natural expectativa sobre se será mantida a linha decrescente, seguida, com elogios, por parte dos que acompanham as evoluções do mercado, a começar pelo próprio Presidente do Banco Central, Ministro Alexandre Tombini, mesmo na discrição como que se manifesta sobre a postura daquele Órgão, sem antecipar deliberação da alçada institucional do aludido Comitê, justificado em ata da qual consta o embasamento teórico da decisão.

Há o entendimento generalizado de que será preservada a Taxa de 7,25, sem nenhum acréscimo capaz de inverter o acertado status até aqui adotado, o que há recolhido indiscrepantes aplausos dos setores vinculados aos empresários e investidores nacionais.

Para o dirigente máximo do Bacen, no instante em que a estabilização da moeda completa a maioridade, o desafio do País, agora, é adaptar a economia ao novo patamar de juros, os mais baixos da história, conforme faz questão de acontecer enfaticamente.

No entender de Tombini, um “arcabouço legal mais moderno está sendo preparado pelo governo para garantir essas mudanças e estimular investimento, sendo cogitada a criação de novos títulos públicos com a exigência de que os fundos de pensão estatais como Previ(Banco do Brasil), Petrus(Petrobrás) e Funcef(Caixa Econômica) apliquem recursos em investimentos de mais longo prazo.”

Vê-se, assim, que a política anterior, de juros super elevados, cedeu lugar a novas diretrizes monetárias, na aplicação da qual vem atuando o BACEN, chancelado por decisões periódicas do COPOM, em postura descendente, recebida com elogios pelos estamentos mais diretamente vinculadas a essa área, reconhecidamente nevrálvica para a nossa economia.

Espera-se, desta forma, que o atual procedimento, com os adendos correlatos já acima delineados, venha a confirmar-se no encontro desta semana, quando é quase certa que a Taxa-Selic manter-se-á em 7,25, conforme admitem os analistas que se debruçam sobre essas especulações.

 

                        MAURO BENEVIDES

                       Deputado Federal

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