Discursos

DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO MAURO BENEVIDES

NA SESSÃO DE 12 DE DEZEMBRO DE 2012

 

SENHOR PRESIDENTE

SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:

 

Aproximando-se o término do exercício, as previsões do Produto Interno Bruto, referentes a 2012, somente serão confirmadas no início de fevereiro do ano entrante, embora setores oficiais se mostrem otimistas quanto a uma razoável ascensão que pode situar-se em derredor de 4%, o que traria a reabilitação do Brasil diante dos líderes da área financeira da Urbe.

Não se pode deixar de reconhecer o esforço da Presidente Dilma Rousseff e o empenho da staff técnico, liderado pelo Ministro da Fazenda, no sentido de buscar-se algo miraculoso neste último trimestre, a fim de que se ultrapasse fase tão adversa, com algo em torno de 1,2%, bem inferior a outros emergentes, que se acham melhor posicionados no contexto mundial.

O IBGE, responsável pela avaliação a cada três meses, mantém-se fiel a diretrizes técnicas abalizadas que vem pondo em prática para a identificação correta do nosso PIB, embora segmentos da área oficial insinuem novas modalidades de apreciação, o que não parece contar com o assentimento do citado órgão, sob a alegativa de não afastar-se de padrões internacionais, como há feito tradicionalmente, com aplausos indiscrepantes dos especialistas no assunto.

Para 2013, a própria Primeira Magistrada do País já arriscou o aceno de que deveremos chegar aos 4%, o que passa a ser uma mensagem alvissareira para que alcancemos, novamente, destaque no âmbito das demais nações.

Convém ressaltar que a equipe fazendária considera “inevitável” a projeção ora prognosticada, em razão, sobretudo, da aplicação de medidas heroicas, como a desoneração de tributos, notadamente os relacionados à industria de veículos automotores e a chamada “linha branca”, embora até o momento os parâmetros delineados não alcançaram as previsões governamentais.

A Chefe do Poder Executivo não tem dado mostra de desalento, pelo contrário, continua a vivenciar postura de absoluta confiança nos rumos adotados por sua assessoria, embora, no ano prestes a findar, serem muitos os observadores que chegam a vaticinar, com extremo pessimismo, que não chegaremos a ultrapassar a chamada barreira do 1%.

Como os nordestinos aprenderam a afirmar que “Deus é brasileiro”, torcemos, ardentemente, para que os cálculos, já refeitos, sejam concretizados voltando o País a viver em lugar de melhor destaque, no seio dos demais Emergentes.

MAURO BENEVIDES

Deputado Federal

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