Discursos

DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO MAURO BENEVIDES
NA SESSÃO DE 21 DE MAIO DE 2007

 


SENHOR PRESIDENTE
SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:

 


Situado, surpreendentemente, abaixo de R$ 2,00, a moeda americana não contou, na tarde da terça-feira passada, com o respaldo do Banco Central, a exemplo do que recentemente ocorrera, mantendo-se num patamar bastante aquém das expectativas do mercado.
Há um prognostico no que concerne à conjuntura atual, em meio à contenção dos índices inflacionários, registra-se expectativa de que a Taxa Selic experimente, – na próxima reunião do COPOM, prevista para o dia 06 de junho vindouro, – um decesso de 0,5%, o que se seguirá, nas etapas subsequentes, como anseia o empresariado nacional.
O ilustre colega Armando Monteiro Neto, presidente da Confederação Nacional da Indústria, tem-se situado, insistentemente, por uma redução substancial, que estimule os investimentos e se ampliem as possibilidades de crescimento econômico e bem estar social.
É certo que tais oscilações terão que ser avaliadas no contexto das exportações e importações, a fim de que o País melhor se posicione em meio a essas variações cambiais.
Neste último dia 15, aliás, o BACEN interveio apenas uma vez no Mercado de Câmbio, sem diligenciar uma maior aquisição do dólar, como se registrou em ocasiões passadas.
Em matéria inserida, no Correio Braziliense do dia 16, vai ressaltado que “a disposição do Banco Central para conter a valorização do real se mostrou ineficaz, diante de um fato incontestável: o Brasil está pagando o preço do sucesso, ao ter optado por uma política econômica responsável, baseada no tripé: metas da inflação, equilíbrio fiscal e câmbio flutuante”.
Espera-se, agora, que o reflexo do panorama ora delineado, concorra, inexoravelmente, para um piso descendente, o que se confirmará na próxima reunião do Comitê de Política Monetária e nas demais a verificar-se até o final do presente exercício.
Os juros, em nosso País, tornar-se-ão “mais civilizados”, como profetizou o Ministro Guido Mantega ao empossar-se no cargo de titular da Pasta da Fazenda.
Vamos, pois, aguardar o início de junho para identificar a postura do COPOM, diante do delinear de um novo quadro na estrutura econômico-financeira brasileira.


MAURO BENEVIDES
Deputado Federal

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