Discursos

DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO MAURO BENEVIDES

NA SESSÃO DE 22 DE MAIO DE 2013

 

 

SENHOR PRESIDENTE

SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:

 

A imprensa da Capital de meu Estado publicou ampla matéria sobre o quadro climático de várias regiões, discriminando, com base em levantamento procedidos por parte da GOGERH e deixando patente que a situação se agrava, em que pese o desempenho processado pelos Executivos Federal e Estadual, notadamente a partir da visita da Presidente Dilma Rousseff, no mês passado, à nossa Metrópole, quando providências oficiais foram tornadas públicas com vistas a atenuar os dramáticos  efeitos da calamidade – considerada a maior dos últimos cinquenta anos.

Em situação qualificada de COLAPSO iminente são listadas as seguintes comunas, em diversificadas áreas do nosso território: Itapagé, Milhã, Quiterianopolis, Salitre, Beberibe, Irauçuba, Pacoti, Paracuru, Itatira, Caridade, Crateús, Trariri, Acopiara e Tauá.

Além desses, mais 21 estariam já ameaçados, também, de comutação emergencial, embora ainda venham resistindo com ajuda de carros pipa e outras modalidades de apoio do Poder Público, numa ação conjugada dos setores oficiais que atuam naquela faixa geográfica, penalizada pela ausência de quedas pluviométricas.

A questão das dívidas dos produtores rurais, a classe política esta sendo acusada de não envidar esforços mais vigorosos para equacionar esse delicado problema, apesar do desempenho da bancada nordestina, na tribuna e junto às áreas competentes, sem solução capaz de definitivamente acudir os milhares de prejudicados.

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará calcula que cerca de sessenta mil agricultores situam-se entre os que não podem arcar com os seus débitos, alguns deles em estado de desespero, à espera de alternativas que tardam a ser colocadas em execução.

Se é certo que, inúmeras vezes, já ocupei esta tribuna, com idêntico objetivo, entendi de meu dever - pelo clamor redobrado que ora se registra entre nós – que sejam reavaliadas as medidas postas em prática, particularmente o endividamento, virtualmente insolúvel até agora, reclamando nova repactuação entre entidades oficiais e os interessados na rumorosa pendência.

Fica, pois, mais uma patética postulação, na esperança de que deliberações ainda mais eficazes venham a ser efetivadas nas próximas horas, sem as insuportáveis procrastinações da burocracia oficial.

 

                             MAURO BENEVIDES

                              Deputado Federal

 

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