Discursos

DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO MAURO BENEVIDES
NA SESSÃO DE 21 DE MAIO DE 2007

 


SENHOR PRESIDENTE
SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:

 


Alguns lideres empresariais, em entrevista concedida, ontem, ao Caderno de Economia da Folha de S. Paulo, voltaram a defender, com ênfase democrática, uma menor carga tributária, reprisando argumentos expendidos, com base em dados da atual conjuntura vivenciada pelo País.
Ao expressar o seu pensamento, Antônio Ermírio de Moraes afirma, textualmente, que “temos de sair dessa posição de subdesenvolvido e assumir posição mais compatível com os anseios da categoria a que pertence”.
Já o presidente do Conselho do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, ainda mais veemente, acentua que “o governo deveria deixar o mercado trabalhar mais”, acrescentando, ao final de suas considerações: “Não pode arrecadar 40% do PIB e queimar com burocracia”.
Abordando, sob outros enfoques, o panorama atual, Paulo Skaff, dirigente da poderosa Federação das Indústrias de São Paulo, acrescenta com singular energia: “Se falarmos em inflação, o Brasil vive um bom momento, mas se falarmos em relação ao câmbio que temos hoje, já não é verdade”.
Skaff referiu-se, também à “questão do desenvolvimento, que é outro ponto, a seu ver, em que o Brasil não vive um bom momento, já que cresce a um ritmo de 4% ao ano, enquanto países, emergentes estão se expandindo a taxas de 7% a 15%”.
Simultaneamente, o Ministro Guido Mantega voltou a demonstrar otimismo no que concerne ao nosso País, afirmando, positivamente, que o “Brasil vive círculo virtuoso, superior à época do milagre econômico, uma vez que a expansão ocorra sem aumento de dívida”.
Ao explicitar o seu pensamento, o titular das finanças destaca que “se formos olhar o conjunto de todos os números, chegaremos à conclusão de que o momento atual é melhor do que o da época do milagre econômico”. E ressaltou, com indisfarçável euforia: “Nunca vi, na história do país, um quadro tão favorável. Está tão bom que estamos até enfrentando problemas com o câmbio”.
Senhor Presidente:
Diante de tais posicionamentos é de esperar que se promova – com o objetivo de assegurar-se o desenvolvimento sustentável – algumas reformas indispensáveis, a exemplo da Tributária, em meio à reclamada diminuição da pesada carga de impostos que impede o crescimento de forma mais auspiciosa.
Tanto a aludida alteração, bem assim a relativa à sistemática eleitoral e partidária tornaram-se inadiáveis, como imposição de realidade emergente, que não mais comporta delongas injustificáveis.
É preciso que saibamos acolher tais reivindicações, a fim de que o Congresso reconquiste a posição de credibilidade junto aos segmentos conscientizados da sociedade civil brasileira.


MAURO BENEVIDES
Deputado Federal

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