Discursos

DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO MAURO BENEVIDES

NA SESSÃO DE 05 DE AGOSTO DE 2013

 

 

SENHOR PRESIDENTE

SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:

 

Está sendo aguardado para as próximas horas, o anúncio do Produto Interno Bruto, alusivo ao último trimestre, sendo diversificados os vaticínios apregoados pelos qualificados analistas de área nevrálgica para os nossos rumos de desenvolvimento e bem estar social.

O Ministro da Fazenda tem-se mantido confiante em termos de crescimento do País, permanecendo otimista quanto ao cômputo no final do exercício, anteriormente fixado em 3% o que contribuiria para melhorar a nossa impressão diante dos observadores internacionais, atentos às evoluções de uma Nação de reconhecidas potencialidades, enfrentando dificuldades oriundas da própria conjuntura, vivenciada até por muitos dos nossos parceiros, também imersos num clima de expectativa.

Os Estados Unidos parecem haver vivenciado uma fase de constatações frustrantes, mas já apontando para dados bem mais positivos, o que se há refletido em autêntica imagem de franco retorno a uma liderança, ofuscada desde o malogro do Lehman Brothers, que trouxe transtornos àquela poderosa Nação, sucedida, no ranking mundial, pela Alemanha, sob a liderança clarividente da Primeira Ministra, Ângela Merkel, hoje respeitada por todos os integrantes do chamado G-20.

Em recente entrevista à Revista Veja, Guido Mantega manteve-se seguro em sua percuciente análise, enfatizando que o combate à INFLAÇÃO é algo fundamental para manter o equilíbrio, dentro da meta estabelecida, em torno de um máximo de 6,5, o que há sido perseguido, empenhadamente, pelo Banco Central, partícipe nesta empreitada de largo porte.

As oscilações – para maior – da Taxa Selic tornaram-se imperativas como forma de impedir a ultrapassagem dos 6,5 inflacionários, o que há sido obedecido a duras penas, especialmente na elevação dos juros – fórmula, habitualmente, posta em prática em situações análogas que exigem maior rigor contencionista – caminho palmilhado pelos seguidores do Ministro Alexandre Tombini e acompanhada pela própria Presidente Dilma Rousseff.

Se o segundo trimestre não se caracterizar frustrante, a sinalização final para o nosso Produto Interno  Bruto  tornar-se-à mais otimizante como asseguraram Guido Mantega e o Titular do Bacen, ambos convictos de que nenhuma surpresa despontará por invalidar tais medidas. 

 

MAURO BENEVIDES

Deputado Federal

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