Discursos

DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO MAURO BENEVIDES

NA SESSÃO DE 31 DE OUTUBRO DE 2013

 

 

SENHOR PRESIDENTE

SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:

 

Com a presença do Ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, além do Governador em exercício Domingos Filho, Senadores, Deputados Federais e Estaduais, foi comemorado na sexta-feira passada o transcurso dos 104 anos do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, enaltecendo-se, ali, a marcante trajetória da secular Autarquia, desde Arrojado Lisboa até Emerson Fernandes, além de outros Diretores Gerais que cumpriram papel significativo na respectiva fase de direção.

Como, ali, não me foi oferecida a palavra, já que falara pela bancada na Câmara o deputado Ariosto Holanda, frustrei-me no propósito de mencionar dois instantes cruciais, que quase levaram à instituição ao desaparecimento, o que constituiria gesto de desfavorecimento a uma região que há prestado serviços relevantes ao País.

Se não o fiz naquele ensejo, não me omitiria de recordar dois momentos em que, como Senador da República atuei a resguardar a indispensável sobrevivência daquela Autarquia.

*Primeiro, em 1987, quando Ministro da Fazenda, o Ministro Bresser Pereira, entendeu que aquele Órgão fizera muito pouco pelo Polígono, a julgar pelo índice de irrigação ali efetivado, durante 7 décadas de funcionamento, comparativamente com as dotações alocadas com tal objetivo.

*Segundo, em abril de 1992, quando, na gestão Collor de Mello, entre entidades a serem desativadas, figuraria o nosso DNOCS, fato que deixou estarrecido o então Diretor Geral, Luiz Nogueira Marques, que  me levou a malsinada alternativa.

Na condição de Presidente do Congresso Nacional, transmitira ao então Primeiro Mandatário a esdrúxula versão, compelindo-o a determinar à exclusão da Autarquia daquela impensada deliberação.

A nossa exitosa interseção ensejou a exclusão do DNOCs do rol dos atingidos, o que pode ser testemunhado pelo engenheiro Luis Marques e pelo ex-presidente, hoje no desempenho do mandato senatorial.

Para o acervo histórico daquela entidade, valeria ouvir a respeito o Diretor na época e figura respeitáveis, já aposentadas, a exemplo do competente técnico Cássio Borges e muitos de seus colegas, quase todos já alcançados pela aposentaria.

Penso ter, como membro que também fui do Conselho de Administração do DNOCS prestado essa cooperação às Unidades Federadas, cujas populações serão as mais prejudicadas por gesto tão inexplicável da tecnocracia predominante na estrutura administrativa federal.

Talvez haja sido isso o que faltou na solenidade natalícia de uma Entidade centenária, que ainda não fez jus à sua ansiada reestruturação.

A nossa porfia, como homens públicos, bem que poderia merecer, como ora o faço, talvez até imodestamente, pequenos serviços prestados menos ao DNOCS e muito mais às populações nordestinas, que restaram Órfãs pela insensibilidade dos que, na época, comandavam a esfera de Planejamento do País.

MAURO BENEVIDES

Deputado Federal

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