Discursos

DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO MAURO BENEVIDES

NA SESSÃO DE 18 DE FEVEREIRO DE 2014

 

 

SENHOR PRESIDENTE

SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:

 

Em longa matéria publicada na imprensa cearense, o Diretor Geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas lastima-se por não haver obtido do Governo Federal as Vinte e Cinco Maquinas Perfuratrizes postuladas em maio do ano anterior, o que dificulta o atendimento de solicitações de numerosas comunas, nesta fase que continua agravada pela carência de quedas pluviométricas, em quase todas as regiões de nossa Unidade Federada.

Na presente e adversa conjuntura, a Autarquia dispõe de somente TRÊS MÁQUINAS, em nosso Estado com tal finalidade, num total de apenas 12 em toda faixa do chamado Polígono das Secas, o que é gritantemente insuficiente para atender às demandas de um instante verdadeiramente crucial e intranquilizador.

Acumulam-se, assim, na sede do Órgão, em Fortaleza, pleitos em número apreciável, sem que sejam os mesmos deferidos, o que alcança irrecuperavelmente o prestigio de nossa representação parlamentar, com TRÊS SENADORES E VINTE E DOIS DEPUTADOS FEDERAIS.

Neste novo exercício, quando o panorama mantem-se o mesmo, a demanda, partida do interior, deixa o DNOCs em situação delicada, o que me obriga a vir a esta tribuna apelar para o Ministro FRANCISCO TEIXEIRA no sentido de que exponha à própria Chefe de nossa Nação a precariedade orçamentária com que se defronta o MINTER, sem condições de acolher  uma postulação vital para diminuir o impacto da calamidade, que volta a esboçar-se com conotações ainda mais inquietadoras.

O nível dos Açudes já foi por mim mencionado, em seus parâmetros de capacidade, o que aponta para a incontestável justeza da pretensão, formulada pelo Diretor Geral e endossa por todos nós, que, aqui, representamos os nossos sofridos coestaduanos.

Vale relembrar, agora, a reprisada manifestação do Imperador PEDRO II, que, na  seca de 1877, fez advertência patética de que “venderia a ÚLTIMA PEDRA DA COROA, mas nenhum nordestino haveria de morrer de fome, à falta de apoio do Império”.

O nosso inconformismo desponta, agora, como no passado longínquo, ora relembrado didaticamente, para comover os setores governamentais competentes.

MAURO BENEVIDES

Deputado Federal

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