Discursos

DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO MAURO BENEVIDES

NA SESSÃO DE 22 DE ABRIL DE 2014

 

 

SENHOR PRESIDENTE

SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:

 

A morte de um dos maiores escritores da atualidade, GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ, nascido na Colômbia e ultimamente, radicado no México, abalou a opinião pública mundial, pelo prestigio literário que alcançou, sendo o seu mais apreciado livro, CEM ANOS DE SOLIDÃO, reputado Best seller, com sucessivas edições que ultrapassaram a casa de quarenta milhões de exemplares.

Todos os veículos de comunicação, a começar pelas redes televisivas, fizeram uma retrospectiva da vida e obra de um homem que chegou a ser galardoado com o PRÊMIO NOBEL DA PAZ, em 1984, numa consagradora manifestação que valeu por reconhecimento a uma pena cintilante, que enobreceu e dignificou a literatura mundial.

Nascido na Colômbia, vivenciou grande parte de sua existência em outras Nações, atuando, no jornalismo e mantendo liames políticos e ideológicos com Fidel Castro, de quem se considerava amigo e conselheiro.

Aos 87 anos, mesmo acometido de câncer e hospitalizado na cidade do México, experimentou gradual perda de memória, tendo lapso de recuperação, com discretas sinalizações de sua genialidade.

Sobre o jornalismo - e isso está inserido ao seu trabalho “a Melhor Profissão do Mundo”, afirma textualmente:

“o jornalismo é uma paixão insaciável. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da noticia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso, poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz...”.

Esta impressão, positivada com ênfase invulgar, teve origem na sua condição de repórter e crítico para jornais de Cartagena e Barranquilla.

O universo inteiro pranteia a memória de alguém que soube, por sua inteligência privilegiada, impor-se à permanente louvação de seus conterrâneos e haverá de sê-lo também pela posteridade.

MAURO BENEVIDES

Deputado Federal

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