Discursos

DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO MAURO BENEVIDES

NA SESSÃO DE 05 DE MAIO DE 2014

 

 

SENHOR PRESIDENTE

SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:

 

Após exonerar-se da Presidência do Banco do Nordeste, o seu último ocupante, Ary Joel Lazarin, há uma expectativa de que, esta semana venha a ser nomeado o novo titular, voltando à composição íntegra dos dirigentes a completar-se, numa linha da mais absoluta normalidade, como é natural na vacância de cargos de tamanha responsabilidade.

Recordo que, na posse do hoje demissionário, ali, esteve pessoalmente, o dirigente da Fazenda, Guido Mantega, acompanhado dos Ministros Fernando Bezerra, então à frente da Pasta da Integração e Garibaldi Alves Filho, da Previdência Social, numa das mais concorridas solenidades, ali, já ocorridas, no Auditório do Passaré, com o prestígio de líderes empresariais e grande parte dos servidores daquela modelar instituição.

Decorrido apreciável lapso de tempo, aguarda-se, para as próximas horas, a indicação do Substituto, que terá a responsabilidade de retomar o ritmo de programação do Órgão, que deve ocorrer no corrente exercício, com auxílios do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste situados ao derredor de 13 bilhões de reais, como a mais expressiva fonte de recursos daquela entidade bancária, criada, oficialmente, em 1952, no governo Getulio Vargas, sendo assessor econômico o baiano Rômulo de Almeida, presidente então da novel entidade, cuja característica era de Banco de Desenvolvimento e, simultaneamente, Comercial, numa concepção idealizada pelo ilustre filho da Boa Terra, que, ali, implantou o BNB, dando-lhe execução ao projetado lineamento institucional, de alcance socioeconômico, com elogiável manifestação favorável de técnicos renomeados, que apoiaram a louvável iniciativa.

É certo que os atuais dois anos de estiagem, com inadimplência inevitável dos produtores rurais, o Banco deve prosseguir no reescalonamento de dividas dos agricultores, obedecendo, também, a um posicionamento, operativo, aprovando bem assim outras normas emanadas da Fazenda e do Banco Central da República.

O próximo Presidente, prestes a ser escolhido, enfrentará a sequência dessas tratativas, dentro dos padrões legais, flexibilizados pelas dificuldades que afligem os credores, premidos pelas agruras da calamidade que se instalou naquela faixa geográfica do País.

Apelo, portanto, para que se recomponha a Diretoria, a fim de que ali, harmoniosamente, sejam impulsionadas as atividades de um Órgão que tive a honra de dirigir em década passada, convidando um quadro de pessoal altamente qualificado.    

MAURO BENEVIDES

Deputado Federal

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