Discursos

DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO MAURO BENEVIDES

NA SESSÃO DE 24 DE JUNHO DE 2014

 

 

SENHOR PRESIDENTE

SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:

 

     Os analistas econômicos continuam a formular cálculos pessimistas em relação ao cômputo do Produto Interno Bruto, do corrente exercício, subestimando os pacotes de providências postas em prática pela gestão da Presidente Dilma Rousseff, num esforço para reequilibrar o nosso desenvolvimento, compatibilizando-o com a imagem conquistada, até agora, com a participação do chamado BRIC.s, composto, além de nossa Nação, pela Rússia, Índia, China e África do Sul.

Aliás, no próximo mês, em Fortaleza, o tal conglomerado estará reunido no Centro de Eventos, para reavaliar as tendências internacionais e, naturalmente, fixar parâmetros que garantam uma melhor avaliação diante do mercado, particularmente, do chamado G-20, que tem como maiores parceiros a Alemanha, da Première Ângela Merkel e o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na condição de lideres incontestes da economia mundial.

Segundo matéria divulgada, com destaque, hoje, pelo Correio Braziliense, o governo já admite um PIB menor em 2014, sob a alegativa de que a indústria permanece desestimulada para impulsionar a expansão produtiva à altura das nossas expectativas de recuperação, o que traz pessimismo aos operadores dos cálculos efetuados, mais recentemente, sobretudo, as revisões processadas no âmbito do Banco Central, que tem à sua frente o Ministro Alexandre Tombini de competência inquestionada.

No entendimento de um pequeno grupo do Santander, composto por Adriana Dupita, Fernanda Consorte e Tatiana Pinheiro, “esperamos agora um magro crescimento de 0,9% este ano, seguido por um resultado também abaixo de 1% em 2015”, o que é preocupante para os formuladores de nossas estratégias, localizados nos quadros da Fazenda, Planejamento e BACEN.

No entendimento do economista André Perfeito, da Gradual Investimentos “o que está ocorrendo é a incorporação das expectativas mais pessimistas por parte do mercado movimentado que só está começando” afirma o conceituado economista, analisado avaliações processados pela FOCUS, informativo do Banco Central.

Espera-se que essas conjecturas desalentadoras possam sofrer reavaliações menos otimizantes, com novas iniciativas governamentais, acompanhadas pelos investidores, sobretudo por políticas públicas favorecendo a industria, como sempre defenderam próceres, do porte de Robson Braga de Andrade, dirigente máximo da portentosa CNI.

MAURO BENEVIDES

Deputado Federal

 

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