Discursos

DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO MAURO BENEVIDES
NA SESSÃO DE 03 DE MAIO DE 2007

 


SENHOR PRESIDENTE
SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:

 


Ao discorrer, durante sabatina, no Senado Federal, o novo diretor  de Política Monetária do Banco Central, Mário Torós, sobre os rumos da vida financeira do País, deixou patente o seu posicionamento em favor de uma maior redução da Taxa Selic, o que lhe valeu aplausos dos membros da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), identificados com a incisiva declaração do então aspirante ao importante cargo.
Reportando-se, especificamente, a atuação do BC, o candidato defendeu a prudência daquela instituição, ressaltando, porém, que o País se alçou a um “novo patamar de juros e há espaço para uma queda maior nos próximos meses”.
Por outro lado, Torós elogiou, também, a compra de dólares levada a efeito pelo citado estabelecimento oficial, o que ensejou a elevações da moeda estrangeira para um teto recorde.
No seu entender, “uma oscilação brusca do câmbio não deve impedir a apreciação do real se o país atingir o “investment grade”, que significa recomendação para investimento dado por agências de risco americanos”.
Mostrando-se cauteloso na emissão de parecer pessoal sobre a última reunião do COPOM, o novo diretor limitou-se a dizer, habilmente, que “soube o passado tenho dificuldade de responder”.
Em seqüência, entretanto, ressaltou que “a política monetária cumpriu o seu papel de trazer a inflação a um nível mais baixo. Na medida em que ela é bem sucedida, temos que relaxar a política monetária e isso está acontecendo”.
Ao final da sabatina e após a manifestação do plenário – acolhendo a indicação por 52 votos a 7, houve uma unânime interpretação de que está prestes a registrar-se uma mudança no “conservadorismo da instituição, que teve ainda a exoneração de Afonso Beviláqua, reputado como um dos “mais conservados da atual diretoria”.
Ao analisar a postura adotada por Torós, o Senador Aloisio Mercadante considerou um auspicioso indício de que os juros vão efetivamente baixar.
Na próxima reunião do Comitê, confia em que uma diretriz mais compatível com a presente conjuntura venha a prevalecer, adotando-se a linha defendida por Guido Mantega, segunda a qual “os juros devem ser mais civilizados”.
Há uma expectativa para que se chegue aos 12%, quando conhecida a próxima deliberação do COPOM, sempre aguardada com ansiedade pelo empresariado nacional e investidores estrangeiros.

 

MAURO BENEVIDES
Deputado Federal

Mauro Benevides © 2011 Todos os direitos reservados