Discursos

DISCURSO PROFERIDO PELO DEPUTADO MAURO BENEVIDES
NA SESSÃO DE 17 DE ABRIL DE 2007





SENHOR PRESIDENTE
SENHORAS E SENHORES DEPUTADOS:




Inicia-se, hoje, nova reunião do COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA, destinada a apreciar a Taxa Selic e, em conseqüência, fixar os índices que prevalecerão a partir de agora, havendo natural expectativa em torno do posicionamento a ser assumido por seus integrantes, que guardam sintonia com as diretrizes emanadas do presidente do Banco Central, Ministro Henrique Meireles.
Embora seja conhecida a intenção do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, de promover um decesso mais significativo, mesmo assim, os integrantes do aludido Órgão parecem inclinados, ainda, pela alternativa de 0,25%, o que frustraria os investidores e todos os segmentos do empresariado nacional, defensores de uma redução ao nível de 0,5%, pelo menos.
O prognóstico do empresariado baseia-se no fato de que a inflação mantém-se abaixo dos 3%, o que poderia, perfeitamente, motivar um reposicionamento do Comitê para algo mais ponderável, como defende o titular da Pasta das Finanças, presentemente ausente do País, a fim de participar, nos Estados Unidos, de encontros promovidos por bancos  internacionais de financiamento.
Em matéria assinada pelo jornalista Vicente Nunes, que integra a equipe especializada do Correio Braziliense “o economista do Banco Itaú, Joel Boglanski, a despeito do cenário favorável da economia, o BC se deparou com novas incertezas provocadas pela revisão do Produto Interno Bruto (PIB)”. E acrescentou aquele técnico: “Como a série atualizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é composta por apenas 28 trimestres, as projeções de inflação usadas pelo COPOM já não dão a segurança do passado. Portanto, o melhor é continuar com a flexibilidade gradual dos juros e cortá-los em 0,25 ponto percentual”.
Ressalte-se por oportuno, que entidades tradicionais como a prestigiosa Confederação Nacional da Indústria, presidida pelo nosso colega Armando Monteiro Neto, continuam persistindo em 0,5%, o que significa legítima pressão junto ao COPOM, influenciando-o a atender tão justa e oportuna postulação.
Nesta quarta-feira será conhecida a almejada deliberação, acompanhada, de perto, por todos os segmentos da vida economico-financeira do País e do Exterior, com reflexos na Bolsa de Valores e no mercado internacional.
Que para isso atentem os componentes do COPOM!       


MAURO BENEVIDES
Deputado Federal

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